O momento em que vivemos é ideal para a implantação real de uma educação ambiental, principalmente porque ela abrange na sua essência, o respeito à diversidade, a educação para os direitos humanos, para o desenvolvimento e cidadania.

Este modelo de educação é desejo de muitos, pois sua principal finalidade é conscientizar à preservação do meio ambiente e a utilização de forma sustentável dos recursos naturais.

Em 1997, os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) aparecem no cenário nacional traduzindo um pouco deste desejo.

Os PCN’s apoiam a elaboração de projetos educativos, voltados ao desenvolvimento de atitudes e valores no ambiente escolar, assim como trabalhar com temas transversais relevantes na sociedade, como ética, cultura, orientação sexual, consumo, meio ambiente e trabalho.

Apenas em 27 de abril de 1999, a educação ambiental tornou-se Lei, N° 9.795.

Esta Lei em seu Art. 2° afirma: “A educação ambiental é um componente essencial e permanente da educação nacional, devendo estar presente, de forma articulada, em todos os níveis e modalidades do processo educativo, em caráter formal e não-formal”.

 

Mesmo tornando-se Lei, muitos ainda são relutantes e apontam que a EA ainda não apresenta resultados palpáveis.

A verdade é que muitas perguntas contextualizam o sentido real da educação ambiental:

Que tipo de planeta deixaremos para as nossas crianças?

Que tipo crianças deixaremos para nosso planeta?

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O Brasil tem feito um grande esforço para a implantação da EA e embora muitos não saibam, este esforço já gerou resultados significantes na diminuição de vários tipos de desequilíbrios regionais.

A educação ambiental tem acontecido de três formas nas escolas, através de projetos, disciplinas Especiais e Inserção da Temática Ambiental nas Disciplinas.

Ela também está diretamente ligada a idealização do professor, é dele que nascem as principais iniciativas para a realização de atividades relacionadas ao ensino ambiental.

E quando falamos em educação ambiental na maioria das vezes, as pessoas fazem ligação direta com a horta na escola, porém ela está muito além disto.

Não é difícil imaginar uma escola fundamentada desta forma pois como informado anteriormente, entre os seus temas estão o respeito à diversidade, a educação para os direitos humanos, para o desenvolvimento e cidadania, então imagine que aulas possam acontecer desta maneira:

 Oficinas de português:

Entrevista de emprego (escrita, oralidade e comportamento) para adultos

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Preservação (cuidado com o meio ambiente) verificar pichações na escola, em carteiras e paredes e mostrar o impacto disto para a sociedade.

 Oficinas de matemática

Renda familiar (compreensão de gastos e desperdícios) configurar situação familiar, focando os principais gastos e desperdícios em casa.

Eco multiplicação (inserir percepção de prejuízos com diversas atitudes do cotidiano) fazer cálculos de situações rotineiras que trazem vários prejuízos à saúde do meio ambiente, como jogar papel no chão.

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Oficinas de arte

Criar a horta da escola (falando sobre clima) fazendo a criança entender como deve ser o solo e o clima para cada tipo de plantio.

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Reaproveitar (utilizar produtos descartáveis), como garrafa pet e outros e salientar o seu tempo de decomposição.

Oficinas de história

Conceituar guerras e o impacto delas no meio ambiente.

Relacionar passado e presente, construindo um retrato social e ambiental entre várias épocas.

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Existem várias outras ideias que esbarram exatamente em pontos bem comuns na educação brasileira, como a falta de estrutura física, incentivo e a falta de preparação dos profissionais envolvidos.

Mas a educação ambiental no Brasil assume também caráter sustentável, característica suficiente para superar desafios de todos os aspectos.

Penso que a solução para a educação parte inicialmente dos envolvidos na prática, é preciso criar ideias que transformem a escola em agente social direto do meio em que ela está inserida.

Conforme o PCN, “Entendem-se por educação ambiental os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade.”

Indo mais além, na própria comunidade pode-se encontrar um Educador Ambiental (não necessariamente um professor) que apresente um trabalho voltado ao temas ligados a educação ambiental.

Todo mundo sabe que é fundamental que o ensino seja transformador, mas por que é tão difícil o própria prática ser mudada?

Por que não interdisciplinaridade? Por que não projetos que transpassem o muro da escola?

Educação ambiental só ocorrerá plenamente quando todos assumirem suas responsabilidades dentro da sociedade, mas não espere pelo outro, comece por você!

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O que você acha da educação ambiental se tornar uma disciplina? Deixe seu comentário?

Saiba ainda mais:

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